quinta-feira, 19 de agosto de 2021

    

A Recidiva!

Após seguimento contínuo na clínica da mama, em Gastrenterologia, e em consultas de risco, no passado mês de Dezembro de 2020, volta o reboliço....

Fui a consulta de gastro, após um ano de ter feito uma endoscopia com biopsia, e a médica fica demasiado surpreendida ao perceber que após o exame, era a primeira consulta que fazia. Ao aperceber-me do pânico em que ficou, questionei o que se passava, ao qual me responde, que em Outubro de 2019 (altura em que fiz a endoscopia), foi-me detetada uma lesão no estômago, e que deveria ter sido vista em Janeiro de 2020, para reavaliação e seguimento.

Na altura, ainda brinquei com a situação, disse que "não é assim tão mau, passou apenas 1 ano"... Claro que só depois de refletrir sobre o tema e estando eu perante uma médica que ficou mais apavorada que eu, tive noção que poderia estar perante um problema de grande dimensão, pois sendo eu portadora do gene de Lifraumeni e estando eu com uma lesão à mais de um ano sem ser vigiada/tratada, poderia estar perante uma situação clinica já muito avançada.

A Dra., marcou logo para a semana seguinte, uma endoscopia sem sedação, pois se pedisse com sedação ( como habitualmente fazia), o tempo de espera poderia ultrapassar os 3 meses, e não podíamos adiar por mais tempo o prognóstico. Em casa, passei esta informação sem grandes dramatismos, e sempre agi com alguma serenidade. 

Fui então fazer a endoscopia, e logo no final, a médica disse para eu ficar tranquila, que o aspeto e tamanho eram os mesmos de à um ano atrás, mas que ia fazer uma eco endoscopia, para perceberem se esta lesão era apenas no interior do estômago, ou se estava a crescer de fora para dentro. Passada mais uma semana, fui fazer então a Eo Endospopia com sedação. O que me disseram na altura, foi que a lesão era apenas no interior do estômago, e que tinha de ser removida, contudo, ia ser chamada para consulta, para me dizerem como seria feita esta cirurgia.

Em Janeiro de 2021, fui chamada para consulta, e o Dr., disse-me que ainda não tinha os resultados das biopsias que fiz, mas que em principio, assim que viessem os resultados, em nada iam alterar o que naquele dia ficasse marcado, deu-me então duas hipóteses, ou fazia a cirurgia por endoscopia e a lesão era removida a laser (a taxa de sucesso era de 80% e na opinião dele, seria o suficiente) ou então, ia a bloco operatório, para remover parte do estômago. Juntamente com ele, decidimos fazer por Endoscopia, e se não resultasse, partíamos então para uma cirurgia mais invasiva. Nesse dia ficou a cirurgia marcada para dia 25 de Janeiro.

Dia 20 de Janeiro, à hora de almoço, recebo um telefonema do Dr. Diogo, a desmarcar a cirurgia, pois já tinha chegado o relatório das biópsias, a teria de remover parte do estômago e as glândulas que ficam em volta do mesmo. Não me soube dar uma previsão de tempo de espera, pois teria de fazer, antes da cirurgia, uma consulta de grupo, onde iria ser discutido o que iria ser feito e datas para a nova cirurgia.

Fiquei muito abalada e com a perfeita noção que o caso não era muito animador, contudo, não me deixei abater, só queria ver o tema encerrado e tratado....